Sábado, Junho 28, 2008
A violência é eterna
Há poucos dias assisti no telejornal um jovem ser espancado quase até a morte pelo simples fato de torcer para outro time de futebol que não o de seus agressores. Cenas que poderiam tranquilamente constar em filmes tipo “Gangues de Nova York” e outras carnificinas cinematográficas. Ocorre que estamos falando da vida nossa de cada dia. De um professor universitário que num acesso de fúria atira e mata um motorista e fere na cabeça a sua acompanhante por motivos que nem ele sabe explicar. De uma índia empalada com um vergalhão de ferro. De um casal que tudo indica atirou uma criança pela janela do apartamento. De uma mãe embriagada que deixa o filho abandonado no carro e este é furtado com a criança dentro. Por sorte, os bandidos devolveram o carro e a criança. São cenas terríveis que testemunhamos todos os dias. Certa ocasião, numa roda de amigos, o tema era: As pessoas de hoje são mais más que as de outros tempos? São inúmeros os casos de violência gratuita relatados em toda a história da humanidade. Lendo um livro que ganhei de um grande amigo e compadre, Beto Queiroz, “São Francisco”, Charles Le Goff, Ed. Record, 2001, não pude deixar de lembrar do tema violência quando este grande medievalista cita uma passagem na vida de il Poverello ( O Pobrezinho- apelido de São Francisco de Assis ) que certa ocasião cantava louvores a Deus numa floresta na França ( Sim! il Poverello andou muito! ) e um bando de saqueadores investe contra ele e perguntam quem ele era. Ele responde: “Eu sou o arauto do Grande Rei!” Só por esta resposta, São Francisco foi moído a pancadas e abandonado num fosso cheio de neve. Não é muito diferente hoje. Qualquer um pode ser espancado e morto pelo que é, pelo que escreve, responde ou até mesmo por permanecer calado. Que Deus tenha piedade de nós
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